Publicdo no Jornal Opinião do Entorno / Cid Lima Junior/ mês de julho 2013
Por: GINA LIMA
erginaslima@hotmail.com
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Orientadora Educacional - CED 416
A história da juventude brasileira é marcada por uma trajetória política de participação e muita contestação. Quando indignados os jovens se posicionam e constroem uma nova sociedade. Aproveito o momento de insatisfação nacional coletiva contra a classe política, para recontar os fatos históricos da participação da juventude nos movimentos musicais e político-social. .
Os jovens participam das lutas desde 1710 quando mais de mil soldados franceses invadiram o Rio de Janeiro, uma multidão de jovens estudantes de conventos e colégios religiosos enfrentou os invasores, vencendo-os e expulsando-os. Desde então nossa juventude é engajada em todos os movimentos que buscam um país melhor. Em 1786 fundaram um clube secreto no exterior pela Independência do Brasil. Em 1897 estudantes da Faculdade de Direito da Bahia denunciaram as atrocidades ocorridas em Canudos (BA). Em 1932, estudantes de São Paulo participaram da Revolução Constitucionalista. Em 1952 nossa juventude gritou “ O Petróleo é Nosso”
Os jovens participam das lutas desde 1710 quando mais de mil soldados franceses invadiram o Rio de Janeiro, uma multidão de jovens estudantes de conventos e colégios religiosos enfrentou os invasores, vencendo-os e expulsando-os. Desde então nossa juventude é engajada em todos os movimentos que buscam um país melhor. Em 1786 fundaram um clube secreto no exterior pela Independência do Brasil. Em 1897 estudantes da Faculdade de Direito da Bahia denunciaram as atrocidades ocorridas em Canudos (BA). Em 1932, estudantes de São Paulo participaram da Revolução Constitucionalista. Em 1952 nossa juventude gritou “ O Petróleo é Nosso”


1968: o ano que não terminou
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Marcha dos 100 mil no Rio de Janeiro |
No ano
1968, prisões e arbitrariedade eram as marcas da ação do governo em relação aos
protestos dos estudantes, e essa repressão culminou com a morte do estudante
Edson Lima Souto, 17 anos, pela Polícia Militar do Rio de Janeiro. Esse ato e a insatisfação popular levaram 100
mil pessoas às ruas do Rio para um grande protesto contra a Ditadura Militar.
Em 1968, o governo baixa o Ato Institucional nº 5 (AI-5), que dava todo
o poder para os militares se “livrarem” daqueles que contestavam a política
governamental. Os “Fardas Verdes”
puniam, expulsavam e matavam estudantes, intelectuais, músicos, educadores,
idealistas , chamados de “subversivos”. Foram mais de trezentos mortos e 10 mil
expulsos do Brasil na Ditadura Militar. Em 1970, Dilma Rousseff (atual
presidenta do Brasil), era uma jovem de 22 anos, que foi torturada por 22 dias,
com palmatória, socos, choques elétricos...
A repressão matou grandes líderes entre eles o expressivo guerrilheiro Carlos Marighela, em 1969, e Carlos Lamarca, o grande capitão
guerrilheiro, em 1971. Em 1975, queimaram vinte combatentes no Araguaia, Norte
de Goiás.
Enquanto isso, o Brasil conquista o tricampeonato Mundial de Futebol (1970) e a Nação brasileira esquecem os dissabores e cantam a música de Dom e Ravel que foi imposta pelo governo “Eu te amo meu Brasil”. Mas, Chico Buarque dá o troco com Apesar de Você retratando a falta de liberdade imposta pela ditadura.
Enquanto isso, o Brasil conquista o tricampeonato Mundial de Futebol (1970) e a Nação brasileira esquecem os dissabores e cantam a música de Dom e Ravel que foi imposta pelo governo “Eu te amo meu Brasil”. Mas, Chico Buarque dá o troco com Apesar de Você retratando a falta de liberdade imposta pela ditadura.

O Congresso Nacional
elegeu presidente do Brasil o General Castello Branco (1964/1967). Em seu
governo, estabeleceu eleições indiretas
para presidente e dissolução dos partidos políticos. Foram cassados vários
parlamentares, cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais
cancelados e os sindicatos receberam intervenção do governo militar. Foi
instituído o bipartidarismo: o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a
Aliança Renovadora Nacional (ARENA). O primeiro era de oposição aos militares.
Entre os 1967/1969, o general Arthur da Costa e Silva, foi
eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu governo foi marcado por
protestos e manifestações sociais. A guerrilha urbana começa a se
organizar. Uma junta militar assumiu o Brasil. Em 1969, a Junta Militar escolhe
Médici como o novo presidente. Seu governo é considerado o mais repressivo do
período, conhecido como "anos de chumbo". Era a época da censura, da
tortura e do exílio. De 1969 a 1973 o Brasil viveu o “Milagre Econômico”, houve
muitos empréstimos e até hoje pagamos essa alta conta. Entre 1974/1979 o
general Ernesto Geisel começou um lento processo de transição rumo à
democracia. O povo estava insatisfeito. Geisel anuncia a abertura política. A oposição política
começa a ganhar espaço. Nas eleições de 1974, o MDB saiu vitorioso. Em 1978, Geisel acaba com o
AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da democracia no
Brasil.
De 1979 a 1985 o General João Baptista Figueiredo, como presidente, decreta a Lei da Anistia, dando direito aos cassados, de voltar ao país. É aprovada a lei do pluralismo partidário. A ARENA passa a ser PDS, o MDB, passa a ser PMDB. São criados o Partido dos Trabalhadores e o Partido Democrático Trabalhista ( PDT ).
De 1979 a 1985 o General João Baptista Figueiredo, como presidente, decreta a Lei da Anistia, dando direito aos cassados, de voltar ao país. É aprovada a lei do pluralismo partidário. A ARENA passa a ser PDS, o MDB, passa a ser PMDB. São criados o Partido dos Trabalhadores e o Partido Democrático Trabalhista ( PDT ).
Em
1984, os jovens, políticos, artistas,
professores e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. Tancredo Neves ganha as
eleições através do Colégio Eleitoral, porém não assumiu, adoeceu e veio a
falecer, quem assumiu foi seu vice José Sarney. Era o fim do regime Militar. Em
1988 é aprovada uma nova Constituição, com ela veio a democracia. Em 1990, Fernando
Collor de Melo assumiu a presidência do Brasil e num ato irresponsável, impediu
a população de fazer saques em suas contas particulares e nas poupanças nos
bancos. A população revoltada pintou a cara de verde e amarelo, foi à rua e
pediu Impeachment por corrupção. De 1992 a 1995 Itamar Franco
assumiu a presidência, após a renúncia do Collor. De 1995 a 2002 Fernando Henrique Cardoso esteve no comando da
Nação.

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“Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com
muito amor”.
E o Gigante se calou!!!
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(Tabacaria – Fernando Pessoa)
Manifestações em todo o Brasil para por fim a corrupção e o descso com o bem público
Pela valorização dos professores |
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E a galera subiu a rampa no Distrito Federal |